Thiago Limfer

Sou Thiago Limfer, artista visual e arquiteto, nascido em Feira de Santana, na Bahia, em 1997. Minhas primeiras lembranças de criação estão nos trabalhos manuais que fazia com minha mãe, colando grãos de feijão e milho. Antes de conhecer materiais e técnicas, eu já experimentava a possibilidade de transformar coisas simples em imagens.
Sempre fui introspectivo, observador e criativo. A arte foi abrindo caminhos para que eu pudesse me expressar. O teatro e o coral da igreja também fizeram parte desse percurso, assim como, mais tarde, os estudos de cerâmica e pintura.
Formei-me em Arquitetura e Urbanismo em 2020. A arquitetura me ensinou formas de sentir o espaço e ampliou minha percepção sobre proporção, luz e a presença dos objetos nos ambientes. Durante o segundo ano da faculdade, comecei a trajetória que daria origem ao Studio L, do qual sou cofundador. Em 2024, mudei-me para Salvador, dando início a uma nova etapa da minha vida.
Das primeiras bandejas às esculturas e luminárias, fui aprofundando minha relação com a matéria. Ao lado do Studio L, desenvolvi peças que integraram mostras como CASACOR e Casas Conceito. Essa trajetória também passou por feiras como ABUP, ABIMAD e ABCasa. Em 2026, apresentei meu trabalho na Alemanha, expondo na Ambiente, em Frankfurt.
Em minha produção autoral, encontro espaço para investigar questões íntimas: minhas memórias, minha espiritualidade e as transformações que vivo. Madeira, couro, fibras, metais e acrílico oferecem possibilidades distintas de expressão. Interessa-me experimentar suas texturas, transparências, sombras e a maneira como cada material participa da construção de uma obra.
A série Flores se aproxima do meu próprio florescimento. Em Cristalina, a transparência do acrílico se relaciona à leveza, à água e à espiritualidade. Umbra nasce do desconhecido e da possibilidade de desabrochar a partir dele; uma flor escura que também carrega o sentido de amuleto.
Criar me dá uma sensação que costumo descrever como um superpoder: imaginar algo e conseguir dar forma àquilo com as mãos. É nesse processo que reconheço minha capacidade de transformar e de me transformar.
Arte é minha fé. É uma maneira de compreender o que sinto e de compartilhar, por meio da matéria, aquilo que nem sempre consigo dizer.





